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Fundamentos de IA: IA, LLM, tokens e parâmetros

Hoje, a parte mais visível da IA para desenvolvedores é a IA generativa, especialmente os LLMs, que processam texto em tokens, usam muitos parâmetros ajustados no treinamento e geram saídas prevendo a próxima unidade de texto mais provável dado um contexto.

Agentes de IA são um passo além: eles usam um modelo como “cérebro” e combinam isso com tools, memória e regras para executar tarefas, consultar fontes externas e agir em sistemas reais. Quantização, por sua vez, é uma técnica para reduzir o tamanho e o custo computacional do modelo, algo especialmente importante quando você quer rodar IA localmente em hardware limitado.

Inteligência artificial é um nome guarda-chuva para sistemas que executam tarefas normalmente associadas à inteligência humana, como reconhecer padrões, classificar informações, prever resultados, entender linguagem ou gerar conteúdo. Nem toda IA é “conversacional”: existem IAs para visão computacional, recomendação, detecção de fraude, previsão e automação.

Dentro de IA, você vai ouvir muito estes níveis:

  • IA: o campo geral.
  • Machine Learning: modelos que aprendem padrões a partir de dados.
  • Deep Learning: uma subárea de ML baseada em redes neurais com várias camadas.
  • IA generativa: modelos que geram texto, imagem, áudio ou código.

Diagrama dos níveis da IA: a Inteligência Artificial contém o Machine Learning, que contém o Deep Learning, que contém a IA generativa, onde estão os LLMs

O que é um LLM?

LLM significa Large Language Model, ou “grande modelo de linguagem”. Ele é um modelo treinado em grandes volumes de texto para compreender padrões da linguagem e gerar respostas, resumos, código, traduções e outras saídas textuais.

Na prática, um LLM não “pensa” como uma pessoa. Ele aprende relações estatísticas entre partes do texto e usa essas relações para continuar uma sequência de maneira coerente com o contexto recebido.

Como um LLM funciona?

A base dos LLMs modernos é a arquitetura transformer, que foi feita para lidar bem com sequências, como frases e documentos. Esses modelos têm várias camadas de rede neural e um mecanismo de atenção, que ajuda o sistema a focar nas partes mais relevantes do texto de entrada ao gerar a resposta.

O fluxo simplificado é assim:

  1. Seu texto é quebrado em tokens.
  2. Esses tokens viram números.
  3. O modelo analisa a relação entre eles dentro da janela de contexto.
  4. Ele calcula qual próximo token é mais provável.
  5. Repete isso várias vezes até formar a resposta.

Diagrama do fluxo de um LLM: o texto é quebrado em tokens, os tokens viram números, o modelo analisa a relação entre eles na janela de contexto, calcula que o próximo token mais provável é “azul” e repete o processo

Como ele consegue “predizer”?

O verbo mais importante aqui é predizer. Um LLM gera texto porque foi treinado para prever o próximo token com base nos tokens anteriores. Isso parece simples, mas quando você faz isso em escala, com muito dado, muitas camadas e muitos parâmetros, o modelo passa a produzir respostas surpreendentemente úteis e coerentes.

Exemplo simples:

  • Entrada: “O céu durante um dia sem nuvens costuma ser”
  • Próximo token provável: “azul”

Em respostas longas, o princípio é o mesmo, só que repetido muitas vezes. Então, quando parece que o modelo “entendeu”, muitas vezes o que ele fez foi usar padrões aprendidos para continuar o texto de uma forma estatisticamente forte.

O que são tokens?

Token não é exatamente a mesma coisa que palavra. Um token pode ser uma palavra inteira, parte de uma palavra, um símbolo ou um pedaço pequeno de texto.

Isso importa porque os modelos não “leem palavras” diretamente. Eles leem tokens, e o custo de processamento normalmente é medido em tokens, não em frases ou caracteres.

O que é janela de contexto?

A janela de contexto é a quantidade de tokens que o modelo consegue considerar ao mesmo tempo. Dá para pensar nela como a “memória de trabalho” do modelo durante aquela conversa ou tarefa.

Se a janela for pequena, o modelo perde partes antigas da conversa ou do documento. Se for maior, ele consegue lidar melhor com textos longos, múltiplas instruções e arquivos maiores, mas isso costuma aumentar custo e processamento.

O que são parâmetros?

Parâmetros são os valores internos ajustados durante o treinamento do modelo. Eles representam, de forma simplificada, o que o modelo aprendeu sobre padrões da linguagem.

Uma analogia útil: os parâmetros são como milhões ou bilhões de “ajustes finos” internos. Em geral, mais parâmetros aumentam a capacidade de representar padrões complexos, mas também exigem mais dados, mais memória e mais poder computacional. Mais parâmetros não significam automaticamente melhor resultado em tudo.

Quando você vê algo como 7B, 8B, 13B ou 70B, isso normalmente significa bilhões de parâmetros. Um modelo de 7B tem cerca de 7 bilhões de parâmetros; um de 70B tem cerca de 70 bilhões.

Na prática, isso afeta:

  • Qualidade potencial: modelos maiores costumam capturar padrões mais complexos.
  • Custo de RAM/VRAM: modelos maiores precisam de mais memória.
  • Velocidade: modelos maiores costumam ser mais lentos.
  • Uso local: modelos menores são mais fáceis de rodar no seu PC.